A MÚSICA DA FASE
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pelo prazer de chorar e pelo 'estamos aí' Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir Pelo domingo, que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir Deus lhe pague - Deus lhe pague
Chico Buarque


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até lá!



Documentado às 17:38:09







Quem sabe a vida seja uma viagem...

sem caminho definido ou planejado, mas com destino certo.

Se for assim mesmo eu devo estar viajando de trem, num daqueles trens bem velhos e barulhentos que andam devagar, mas eu tô sempre esperando quase tudo.
E mais uma etapa da viagem foi fechada, e embora não tenha sido das melhores, deixou algumas lembranças boas.

Eu tô precisando mto que alguém me ajude com as tags do blogspot, ou com algum outro servidor porque, definitivamente, a UOL esgotou minha paciência! rs...

Solidários, por favor, manifestem-se nos comentários!
;*



Documentado às 18:30:59







Sem mais.



Documentado às 11:57:52







Baby I see this world has made you sad
Some people can be bad
The things they do, the things they say
But baby I'll wipe away those bitter tears
I'll chase away those restless fears
That turn your blue skies into grey

Why worry, there should be laughter after pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now

- Dire Straits

Ninguém tem idéia do quanto eu queria que alguém tivesse escrito essa letra pra mim, ou melhor ainda, do quanto eu queria e precisava que alguém me falasse tudo isso.
No final de um ano como foi o meu, é impossível não perceber e lamentar que a vida não seja feita apenas de futuro. Há também o presente, que traz o peso da responsabilidade de ser o único tempo em que as coisas podem ser mudadas, e o passado que nem sempre descansa em paz.
Final de ano é muito foda, mas mesmo assim eu tenho sorte. Não reclamo, apenas me expresso. Expresso a minha melancolia e até mesmo a minha solidão. Tudo o que eu preciso agora é de uma mão em volta dos ombros, de alguém que me dissesse que tudo vai melhorar e que eu não devo me preocupar, embora eu já saiba disso.
Ao procurar conforto encontrei mais espinhos, deixei então de procurar,  ao menos assim há apenas consequências do que eu faço ou deixo de fazer. Foi a opção que precisei fazer para não enlouquecer.
Não dá pra ser auto-suficiente o tempo todo. Mas, acabo me acostumando a não ter tudo o que preciso.
Olhos marejados, retratos velhos de ilusão, solidão calada, histeria interior sufocada, nenhum plano a não ser continuar a resistir.
Longos dias e noites pela frente...

Tudo que morre fica vivo na lembrança
Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça
Mas antes que eu me esqueça
Antes que tudo se acabe eu preciso dizer a verdade
É impossível esquecer você
É impossível esquecer o que vivi
É impossível esquecer o que senti...

- Impossível
Biquini Cavadão



Documentado às 00:25:57







Vida louca, Vida...

Vida breve.
Ainda que vivamos 70 anos - achamos pouco. Podemos pensar agora que já vivemos muito. Podemos nos lembrar de acontecimentos vividos há muuuuuito tempo, e na realidade esse tempo não ser muito mais do que uma década. Mas, e quando tivermos 70 anos e nos lembrarmos dos nossos vinte e poucos anos, será que serão lembranças distantes ou lembranças próximas, como se fosse há uma década atrás?
E em meio à essa confusão de tempo, lembranças e sensações, quantas vezes não nos damos conta da fragilidade da vida.
De repente uma artéria entupida, um descuido com os alimentos ou uma distração no trânsito pode colocar fim em tudo. Um exagero na bebida, um exagero no açúcar ou a picada infeliz de um mosquito pode ser suficiente pra colocar fim ao milagre temporal e biológico que somos nós.
Sim, somos todos um milagre. Organismos funcionando em perfeita harmonia, ou trabalhando para que haja essa harmonia.
Cinco litros de sangue correm e um minuto por 96.500 km de veias e artérias numa velocidade de 300 km/h, coordenados por um músculo de aproximadamente 300 gramas.
A máquina perfeita, porém frágil e com tempo de vida estimado em cerca de 70 anos.
Pelo ponto de vista científico, não é difícil encarar a morte. As flores murcham, as frutas apodrecem, as pessoas morrem. Mas, não queremos saber de ciência quando o assunto é nossa própria vida ou a vida de quem amamos. Queremos viver - e viver bem.
Então, o ser humano em sua infinita pretensão, encontra seus próprios parâmetros de vida e um dia o tempo e a fisiologia mostram se são parâmetros certos ou não.
A vida pode parecer longa hoje, mas um dia parecerá breve. Cuidemos da nossa vida, cuidemos de quem amamos, e assim mesmo que a longo prazo, veremos que valeu a pena essa estadia terrestre constituída de algumas décadas ou simplesmente, de um montão de segundos.

Documentado às 20:55:37







O início do fim...do ano

Eu gosto dessa época...ao mesmo tempo que não gosto.
Não gosto das datas de consumo, nem do stress que pesa pelo acúmulo do ano inteiro. Não gosto de ver o carnaval se aproximando nem de ficar um ano mais velha.
Mas é legal que mais um ano esteja acabando e eu ainda esteja viva, inteira, magra e feliz. É legal um ano novo começando, fazer planos e imaginar coisas que tem 50% de chances de acontecer nos próximos 12 meses. É legal encher a cara no reveillon depois dormir e acordar no ano novo, e o mês de janeiro é legal porque sempre acontece alguma coisa diferente - seria paraíso astral? - enfim...acho que aquele bom e velho otimismo desponta novamente (se é que eu já fui pessimista em algum final de ano).
Mas, não demos o ano por encerrado, já que tenho alguns projetos a realizar antes do dia 31 de dezembro. E uma coisa é certa: menos saudade e mais vida, é o que eu preciso desde já.

Enquanto isso, fora do mundo Bloguístico:

Síndrome desconhecida do MA era Beribéri 

Nair Belo tá na UTI - tadinha

E no winamp:
• Kid Abelha - Deus
Deus, por favor, apareça na televisão...



Documentado às 18:54:59